Uma jornada espiritual e sensorial: os 5 verdadeiros pilares do Universo Paralello

O que se vê

O espírito transformador do UP começa pelo próprio local do festival. É sob o calor do verão baiano, em frente a águas cálidas e com os pés nas areias do pedaço de paraíso que é a Praia de Pratigi onde se instalam as arenas do mundo paralelo, que permeia as mentes e os corações de visitantes vindos das mais diferentes partes do mundo. É o mais próximo que se pode chegar de uma comunidade utópica temporária em uma terra já muito mágica como a Bahia.

Olhe em sua volta e contemplará crianças correndo para cá e para lá, construindo castelos de areia e correndo atrás dos cães; casais apaixonados compartilhando os mais puros sentimentos de parceria e amor; grupos de amigos agradecendo aos céus pela oportunidade de encerrar o ano trocando energias e sorrisos; pessoas praticando cada uma seu tipo de esporte; o encontro de cada um com o imaterial. E enquanto isso, atravessando a decoração praiana dos restaurantes e outras dependências, uma magnífica teia sensorial de cores, demonstrações artísticas e, claro, o horizonte.

O que se ouve

A cultura psicodélica não é psicodélica necessariamente pelas viagens pessoais. Ela é psicodélica porque é uma filosofia cuja expansão da consciência já está no seu cerne. É um estilo de vida, uma visão de mundo. Quebrar o status quo do modelo tradicional de vida, ainda que para muitos seja por apenas dez dias, é por si só um grito de liberdade. E é com a trilha sonora de grandes pesquisadores e performadores musicais que todas as energias se encontram e convergem nesta celebração.

Com uma proposta de curadoria cada vez mais diversificada ao longo de suas edições, o próximo UP pretende defender essa liberdade, apresentando ambientes para os mais diferentes tipos de alma e para as mais complexas progressões de lazer ao longo dos dias, seja sua vontade imergir no som do Main Stage e 303 Stage, equilibrar suas energias interiores no Chill Out, curtir o groove característico do UP Club ou aproveitar a extensa programação cultural do Circulou.


O que se sente

No mundo paralelo que o UP se propõe a apresentar, não há lugar para repulsa. A sensação de pertencimento acaba por florescer em cada pessoa, de dentro para fora, e consequentemente de uns para os outros, seja qual for a sua classe social, religião, orientação sexual ou cor. No meio de toda essa atmosfera, é inevitável a propagação da chama do senso coletivo que quase sempre é difícil manter viva no mundo comum, com o caos da cidade, do trabalho e das preocupações ou frustrações pessoais.

Dê a um ser humano um ambiente gentil em todos os níveis, desde o contato com o próximo até o contato com a música e a natureza, e ele não terá outra reação a não ser recompensar o ambiente com gentilezas também, e irá despir-se de qualquer vaidade ou trivialidade. Proporcione momentos constantes de fuga de tudo o que é negativo e verá uma multidão de pessoas tornando-se uma coisa só, um gigantesco círculo de energia. O ego fora de si, indo para bem longe.


O que se faz

O processo de transmutação pelo qual passa a praia de Pratigi é um espetáculo resultante da intenção da produção em criar experiências memoráveis. Esta narrativa se traduz em múltiplas formas de ativação: exposições de arte, espaços para realização de terapias e rituais holísticos, instalações para a manutenção natural da saúde, arte hi-tech audiovisual e outras demonstrações de expressão, sem fazer nenhum tipo de apropriação ou roubo de protagonismo da cultura da regão da Costa do Dendê, que recebe igual destaque.

Pode-se considerar o acampamento como uma atração já intrínseca a trajetória do UP, onde as pessoas se permitem conviver como uma comunidade, um local de onde saem muitas histórias, risadas e aprendizados. A simplicidade como acontece este fluxo de vida coloca os pés de todos no chão e, com certa facilidade, coisas que importavam antes passam a não importar mais.

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O que se guarda na memória

Ao ir embora debaixo do sol baiano escaldante, as recordações de dez dias extraordinários começam a alastrar-se com grande estima pelas mentes dos integrantes desta história, desde os DJs ao público. Fica a certeza de que se trata de algo muito maior do que apenas música, palco e pessoas. É uma jornada espiritual capaz de atingir positivamente até mesmo a mais triste das almas, resultando em um aprendizado de vida que o fará voltar novamente e novamente, sedento por mais epifanias e momentos de catarse tanto coletiva quanto pessoal, na mesma medida em que passa a praticar este modo de vida entre uma edição e outra, entre um retorno e outro, tornando o mundo, de pouco a pouco, um lugar mais justo.

Nos vemos no Universo Paralello.

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